quinta-feira, 24 de março de 2011

Morre Elizabeth Taylor, a última deusa do cinema

De menina-prodígio a vamp, atrizmergulhou como poucas atrizes no universo de suas personagens. A vida social agitada, doenças, amores e amizades renderam manchetes à diva



Em 2007, os roteiristas de Hollywood entraram em greve, os atores tomavam o mesmo caminho e havia piquetes diante de todos os teatros, estúdios e cinemas importantes dos Estados Unidos. Pouco antes da greve, a atriz Elizabeth Taylor havia preparado uma apresentação beneficente da peça Love letters, para angariar recursos para sua fundação de combate à Aids. Com o início da greve, a atriz anunciou que cancelaria a apresentação, por não achar certo atravessar um piquete, furar greves ou estimular pessoas a fazê-lo. O show, contudo, acabaria ocorrendo: tanto o sindicato dos roteiristas como o dos atores decidiram dispensar Elizabeth Taylor e seus convidados das obrigações com o movimento. Naquela noite não houve piquetes diante da Paramount, onde ocorreria o espetáculo. Essa pequena história nos dá a exata dimensão, no imaginário dos profissionais de cinema americano, da importância da estrela, que morreu ontem em Los Angeles, aos 79 anos, depois de meses lutando contra uma insuficiência cardíaca. 


Elizabeth Taylor era um dos últimos ícones vivos do cinema do século 20, da Hollywood de James Dean, Paul Newman, Marylin Monroe e de Marlon Brando. A importância de Liz Taylor para a comunidade cinematográfica talvez tenha sido mero reflexo de sua força no imaginário do público. Tivemos, ontem, boa comprovação dessa força: a internet estava repleta de mensagens a respeito da atriz – algo incomum quando pensamos que ela se afastara há uma década da televisão, há quase duas dos cinemas, e que os papéis que lhe garantiram a reputação de estrela ocorreram há mais de 40 anos. O fato é que todo esse tempo não foi capaz de afastar Liz Taylor do imaginário dos que a viram em sua época de ouro, nem impediu que espectadores mais jovens se tornassem fãs.
Fonte:DBR

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